Cálculo Familiar · Identificações · Linha do Tempo — material para supervisão clínica
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Esta é uma ficha de atendimento interativa: você preenche o caso ao longo das sessões e, quando quiser, gera um PDF organizado para levar à supervisão. São três telas — use as setas Voltar / Avançar no rodapé de cada uma (ou as abas no topo) para navegar. Tudo é salvo automaticamente neste navegador.
Preencha paciente, data de nascimento (pode digitar: dd/mm/aaaa), cidade de origem e cidade onde mora, data da 1ª sessão e terapeuta. A data de nascimento alimenta os cálculos de idade da Linha do Tempo — é opcional, mas recomendada.
Base doutrinária: Virtologia de Eduardo Casarotto. Referências históricas: Freud, Jung, Klein, Anna Freud, Reich, Bowlby, Winnicott.
Você não precisa clicar em "salvar" — tudo o que você digita fica guardado sozinho neste navegador, neste aparelho. Nada vai para o Hub Premium: a cópia que vale é o backup ou o PDF que você baixa. · Salvar paciente: atende mais de uma pessoa? Este botão guarda cada paciente à parte; depois é só escolher pelo menu lá em cima. · Backup: baixa um arquivo de segurança pra guardar ou levar a outro computador — e o "Restaurar backup" traz tudo de volta. · PDF para supervisão: transforma a ficha num documento organizado, pronto pra imprimir, enviar ou arquivar.
O Cálculo Familiar é a primeira leitura: descreve a dinâmica instintiva de escolhas, disputas, alianças e exclusões dentro da família. É o solo sobre o qual o Mapa de Identificações e a Linha do Tempo depois se assentam.
Três eixos definem a posição de cada filho: a ordem de nascimento, o sexo dos filhos e a inclinação afetiva dos pais. Deles emergem quatro movimentos: a mãe tende a escolher o primeiro filho homem e o pai a primeira filha mulher (Escolha); o escolhido tende a disputar com o outro progenitor; o não-escolhido tende a se juntar ao outro progenitor, o que ficou sem escolhido; e, quando os lugares já estão ocupados, surge o lugar de excluído — que busca ser escolhido ou se diferencia por formação reativa. A partir do 4.º filho, recalcula-se em blocos de três.
O Totem é a figura de autoridade cuja aprovação a criança busca para sobreviver no bando. Em geral é o pai ou a mãe; quando um padrasto, uma madrasta ou um pai adotivo assume o lugar e forma vínculo, entra no cálculo como pai ou mãe.
Regra de ouro: o cálculo é hipótese estrutural de base. Quando a fórmula e a história não coincidem, a vivência real do vínculo tem prioridade clínica. Faça o cálculo antes de pedir ao paciente a versão dele sobre o pai e a mãe: essa versão já é uma leitura defensiva.
Fonte: Eduardo Casarotto — "Cálculo Familiar", Fundamentos da Virtologia. Convergências históricas sobre apego e figuras parentais: Bowlby, Winnicott, Klein.
Baseada em Casarotto — preencha todos os dados disponíveis para análise completa
Na Virtologia de Casarotto, o Mapa de Identificações traz à consciência quais traços de personalidade e padrões de comportamento o indivíduo copiou de figuras significativas — e por quê. A identificação é, em sua maior parte, inconsciente: o paciente reproduz no presente padrões herdados na tentativa de obter aprovação, resolver conflitos internos ou se defender.
A regra de inclusão é ampla: devem entrar todos os familiares com quem o indivíduo conviveu entre os 3 e os 18 anos — inclusive os já falecidos ou nunca conhecidos pessoalmente, desde que se ouvisse falar deles e algum traço tenha chegado até o paciente.
Marque como Totem a figura de autoridade cuja aprovação a criança buscava: a criança tende a imitá-la mais do que a obedecer ao que ela diz. É dela que costuma vir a maior parte das cópias.
Para cada figura, investigue dois eixos centrais: (1) qual é a personalidade dela, e (2) como era a relação dela com as outras figuras do sistema. Ao final, conecte tudo à forma como o paciente se relaciona hoje.
Fonte: Eduardo Casarotto — Fundamentos da Virtologia, técnica "Mapa de Identificações" (cap. Manejos e Técnicas) e "Cálculo Familiar". Tipologias complementares: Anna Freud (identificação com o agressor), Melanie Klein (identificação projetiva), Carl Jung (Sombra).
A lente para classificar o que o paciente fez com o traço da figura.
Mapa visual do campo. O Ego no centro; cada figura colorida por seu tipo de identificação; anel dourado = Totem.
Diferente do Cálculo Familiar (família de origem — pais e irmãos), aqui se registra o núcleo atual que o paciente constituiu: estado conjugal e filhos. Não é identificação — é contexto de família.
Perdas reprodutivas (aborto, falecimento de filho) também merecem um marco na Linha do Tempo, onde ficam situadas no tempo.
Composição familiar — leitura clínica de contexto. A posição fraterna do próprio paciente permanece no Cálculo Familiar.
O desenvolvimento atravessa fases sucessivas, e cada uma tem um mandato: a experiência nuclear que a pessoa precisa atravessar naquela idade para construir bem a personalidade. Diante de cada mandato há três desfechos, bem vivido, não vivido ou mal vivido, e um quarto, o fator tempo: a experiência vivida cedo ou tarde demais. As fases aqui são as 21 do livro.
Preencha a data de nascimento do paciente abaixo: cada marco que você adicionar converte idade ↔ ano automaticamente (com precisão de mês) e é encaixado na fase correspondente. Marcos podem ser pontuais ou períodos (idade início → idade fim).
Fonte: Eduardo Casarotto — fases e mandatos do desenvolvimento (Fundamentos da Virtologia). Fases psicossexuais: Freud; crises psicossociais: Erikson; apego: Bowlby, Winnicott.