Para cada uma das 51 Necessidades, na falta e no excesso: a combinação de virtudes que a doutrina prescreve para trazê-la ao equilíbrio — com a prática de cada uma.
Quando uma Necessidade Humana está desregulada, o virtólogo já sabe o que está fora do lugar. A pergunta clínica seguinte é: com o quê se reequilibra? A Virtologia responde com precisão — cada necessidade tem uma combinação reguladora de virtudes, que é o que de fato reorganiza o funcionamento. As 51 Necessidades são universais (todo paciente carrega as 51); as virtudes são a alavanca. Esta aula ensina a ler esse par, e o banco ao final entrega, para cada necessidade e estado, as virtudes certas com a prática de cada uma — mais uma afinação opcional por temperamento.
Na Virtologia, necessidade e virtude nunca se trabalham isoladas. A matriz das necessidades aponta onde intervir; a combinação de virtudes é com o quê se reequilibra. O temperamento entra depois, como refinamento — o jeito particular de cada paciente.
As 51 Necessidades se organizam em cinco Grupos, alinhados às faixas de evolução (Grupo 1 ↔ F1, até Grupo 5 ↔ F5). E cada necessidade tem três estados: pode estar em falta, em equilíbrio ou em excesso. A meta clínica nunca é eliminar a necessidade — é trazê-la ao equilíbrio. Faltando, ela seca o combustível do sistema; em excesso, ela sequestra o funcionamento. As duas pontas pedem trabalho, e o banco trata as duas.
A regra de manejo é econômica: harmonizar o grupo em que o paciente está e estimular o grupo seguinte, sem pular etapas. Os cinco grupos, em resumo: G1 Primitivas (sobrevivência, segurança, importância), G2 Sensação e Vínculo (contato físico, sentir ser amado, diversão, espaço), G3 Desenvolvimento (conhecimento, individualidade, autodesenvolvimento), G4 Reconexão (propósito, Self, caridade) e G5 Transcendência (autotranscendência, unidade, plenitude).
Para cada necessidade, há um conjunto específico de virtudes que a reequilibra — a combinação reguladora. Não é uma lista genérica de "virtudes boas": é a indicação de quais virtudes, naquela necessidade e naquele estado, reorganizam o funcionamento. A Humildade, por exemplo, aparece em quase todas, porque é ela que desmonta o orgulho que sustenta a desregulação. No banco, cada virtude vem com o como trabalhar: o papel dela ali e um gesto concreto para o paciente.
Os 12 eixos temperamentais são herdados e bipolares — não se trocam, apenas se equilibram. Eles não mudam o que trabalhar (a necessidade e as virtudes), mas ajudam a ler como aquele paciente específico tende a buscar ou sabotar a necessidade. Por isso o temperamento entra no banco como um refinamento opcional, que o terapeuta abre quando quiser essa camada — sem ele, a prescrição de necessidade e virtudes já está completa.
O centro de cada necessidade é a combinação de virtudes (com a prática de cada uma) mais a atividade-base — uma para a falta, outra para o excesso. Isso já basta para o manejo. Quem quiser personalizar por disposição abre o afinar por temperamento e vê como cada polo se desregula e qual gesto o destrava.
Escolha a necessidade e se ela está em falta ou excesso. O banco devolve os sinais, a combinação de virtudes com a prática de cada uma e a atividade-base. Se quiser, abra a afinação por temperamento no fim.
Banco completo — as 51 Necessidades dos 5 Grupos, na falta e no excesso, cada uma com a combinação reguladora de virtudes (prática incluída), atividade-base e afinação opcional por temperamento.